La sale musique
"Este universo vibracional é uma ilusão
Em constante mutação
Este oceano de ondas é um sonho" (trecho traduzido da canção de Madalasa, canção de ninar hindu)
E minhas mãos, meus dedos ja estavam duros, inflexiveis, esperando por um piano ha quase um ano, quando eu me inscrevi para ser "ouvreuse" (algo como "abridora" haha) da sala de musica aqui da résidence. E hoje finalmente tive acesso à chave.
A musica que saiu me transportou longe... de repente eu podia estar em qualquer lugar, onde se falasse qualquer lingua, com qualquer clima, qualquer vegetação. Naquela sala com um piano de cauda todo judiado, coitado, e com um piano elétrico, além de algumas partituras e de CDs, LPS e muitos livros que nao cabem na sala de leitura, minha musica nunca foi tão totalmente minha e por duas horas ela teve um som que não saia somente do instrumento, de sua madeira, de suas cordas, mas saia das minhas lembranças mais caras.
Eu menina, com medo, estudando lições de métodos infantis. Eu prestando o vestibular de piano. Paixões, raivas. Pâmela me ouvindo, ainda na barriga da mãe, e depois batendo as mãozinhas no teclado. Tanto som... e tem tambem as lembranças do que nunca foi, memorias do que é so memoria. Como um vinho que guarda a memoria de suas uvas, das flores que ha por perto no momento em que elas crescem, das abelhas, da terra, da madeira de seu barril - e quem sabe um vinho sonhe, enquanto envelhece, e seu sabor e seu aroma guardem lembrança desse sonho?
Em constante mutação
Este oceano de ondas é um sonho" (trecho traduzido da canção de Madalasa, canção de ninar hindu)
E minhas mãos, meus dedos ja estavam duros, inflexiveis, esperando por um piano ha quase um ano, quando eu me inscrevi para ser "ouvreuse" (algo como "abridora" haha) da sala de musica aqui da résidence. E hoje finalmente tive acesso à chave.
A musica que saiu me transportou longe... de repente eu podia estar em qualquer lugar, onde se falasse qualquer lingua, com qualquer clima, qualquer vegetação. Naquela sala com um piano de cauda todo judiado, coitado, e com um piano elétrico, além de algumas partituras e de CDs, LPS e muitos livros que nao cabem na sala de leitura, minha musica nunca foi tão totalmente minha e por duas horas ela teve um som que não saia somente do instrumento, de sua madeira, de suas cordas, mas saia das minhas lembranças mais caras.
Eu menina, com medo, estudando lições de métodos infantis. Eu prestando o vestibular de piano. Paixões, raivas. Pâmela me ouvindo, ainda na barriga da mãe, e depois batendo as mãozinhas no teclado. Tanto som... e tem tambem as lembranças do que nunca foi, memorias do que é so memoria. Como um vinho que guarda a memoria de suas uvas, das flores que ha por perto no momento em que elas crescem, das abelhas, da terra, da madeira de seu barril - e quem sabe um vinho sonhe, enquanto envelhece, e seu sabor e seu aroma guardem lembrança desse sonho?

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